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CL Topo
22/07/2010

Entrevista com Reginaldo Dias

Professor fala sobre Maringá e analisa o desenvolvimento da cidade

O que distingue Maringá das demais cidades?      
Maringá se distingue por ser uma cidade planejada. Em um contexto mais amplo, a Companhia que colonizou a região  planejava que, a uma distância determinada, fossem implantadas cidades com vocação para ser pólo regional. Uma era Londrina, a outra viria a ser Maringá. No meio, haveria cidades menores, que serviriam de entreposto e de suporte para as atividades do setor rural. Maringá foi planejada, portanto, para ser pólo regional.
Distingue-se, também, por ter um traçado urbano planejado, trabalho encomendado ao urbanista Jorge de Macedo Vieira. Na área de colonização da CMNP, semelhante investimento só se verificou em Cianorte, igualmente planejada por Vieira. O desenvolvimento de Maringá, no entanto, foi além das expectativas.

Como o senhor analisa o desenvolvimento de Maringá?
Os motivos são complexos, mas relacionam-se com a ação de seus agentes sociais e políticos, públicos e privados. Maringá tem um setor privado bastante forte, fato exemplificado pelo trabalho desempenhado pela própria Companhia colonizadora, a CMNP. Creio, portanto, que o desenvolvimento da cidade não pode ser compreendido sem se levar em consideração o papel desempenhado pelo pujante setor privado. O papel do setor público não pode ser menosprezado, especialmente na expansão de infraestrutura urbana e na expansão de serviços.
A história da cidade registra períodos de impasse e turbulência. O desenvolvimento da cidade precisa ser analisado em suas contradições. No geral, porém, a cidade confirmou sua vocação ao progresso.
 

 Fotos: Arquivo da TV Girafa e Departamento de História da UEM

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