Técnico do Grêmio Metropolitano fala sobre o novo time
Ivair, o que te incentivou a voltar para a cidade e o que te atraiu nesse novo projeto desse novo clube de Maringá?
Primeiro porque eu já me considero um maringaense. Já estou morando aqui há onze anos, adquiri casa, fui muito bem acolhido quando vim, já dei a minha contribuição, mas me sinto na obrigação de contribuir novamente, pois vejo um povo órfão, um povo que não tem o que fazer no final de semana, pois já vi esse povo chegar no estádio de forma alegre, feliz, gritando que é maringaense com muito orgulho e isso acabou. Vi as pessoas que estão por trás, que eram da minha época, elas têm intuito, coração, são pessoas honestas, pessoas que não têm muitos recursos, muitas posses, mas pessoas que estão dispostas a trabalhar. Quando eu recebi o convite, eu nem descansei ainda, semana passada terminou o campeonato em Rondônia e fomos campeões, mas de imediato topei assumir o compromisso. Nem defini salário, me coloquei como um colaborador, mas lá dentro de campo todos me conhecem e sabem que eu vou trabalhar e dar o meu melhor. Por isso, eu quero convocar os maringaenses, o povão, os empresários, para cada um contribuir com um pouco, pois assim vamos fazer um time competitivo, um time forte, assim como foi em 2001 e em 2005, para que possamos voltar a segunda divisão [do campeonato paranaense] e depois para a primeira. Mas tudo isso é passo-a-passo, com os pés no chão, com transparência, com muito trabalho, utilizando jogadores da região, jogadores amadores, jogadores da categoria de base, tanto do time do Alvorada, quanto alguns que virão. Vamos dar oportunidades. Se o jogador tem qualidade, tem potencial, pode ter certeza que vai jogar. Dentro das "quatro linhas" quem manda sou eu, quem define quem joga e quem não joga sou eu.
Você está trazendo alguns jogadores que foram campeões com você
Com certeza procede. Eles foram campeões e bicampeões comigo em Rondônia, foram vice-campeões no ano passado na terceira divisão e alguns já foram campeões comigo em outros lugares. São jogadores que virão dentro daquilo que nós poderemos gastar. Conforme a arrecadação que tivermos, será a maneira que eu vou montar o time, mas virão jogadores novos, entre 19 e 23 anos, com competência, justamente para nós termos um início e não começarmos do zero. Em cima disso vamos analisar o que é preciso para a seqüência mas, tudo com os pés no chão, nada de loucura, de especulações que o time será de R$ 300 mil, nada disso. É a realidade do futebol em Maringá, para isso precisamos da ajuda do torcedor, do empresário, de todos. Cada um ajudando com um pouquinho, para que a gente possa novamente, no amanhã, ser forte e competitivo.
Quando esses jogadores vão se apresentar e quando darão início aos treinamentos?
Dia 15 de julho a intenção é iniciar os trabalhos. O campeonato começa dia 18 de agosto, são 33 dias, não é o tempo ideal, mas é um tempo razoável. Como eu tenho alguns jogadores que trabalham comigo há 4 anos, fica mais fácil o entrosamento. Então a partir do dia 15 de julho já começamos a trabalhar para definir o time para a estréia, mas os trabalhos, as arrecadações, as visitas nas empresas, procurando recursos já começam agora, pois é necessários fazer tudo com os pés no chão, transparência e ser correto com todos. Esse é o principio.
O estádio Willie Davids está passando por reformas. Existe a possibilidade do time não mandar os jogos aqui em Maringá caso o estádio realmente não fique pronto para a estréia?
Eu não estou sabendo, mas independente de jogar aqui ou em outra cidade, vamos ter que jogar. O importante é que eu tenho certeza que o torcedor vai voltar à campo, vai ter uma opção no final de semana, no domingo, algo a mais para fazer além de ficar na frente da televisão assistindo outros campeonatos. Então, o time é do povo, o time é de Maringá e por isso nós contamos com a ajuda do torcedor.
Essa preparação da equipe vai passar por amistoso, jogos treino, como vai ser?
Com certeza, como sempre fizemos. Alguns jogos treinos na região, com equipes amadoras ou com equipes profissionais, tudo dentro da normalidade até ajustarmos o time para a estréia.
Entrevista feita por Zuba Ortiz, para o programa Arquibancada da TV Girafa.