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26/10/2010

Debates, Paulão e o lixo da Itália e daqui

Blog do de Paula

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Dilma x Serra

O debate de ontem, na Record, foi um pouco melhor que os demais. O que vem cansado, além do adiantado da hora (onde já se viu um debate passar da meia-noite!) é o tema Petrobras e o pré-sal. Muitos assuntos ficaram de fora. Quem venceu? Os dois são muito fracos para debater. À Dilma, falta descontração. A Serra, falta veemência. Aos dois falta simpatia. Assim como os debates anteriores, a chatice predominou. O sono veio a galope.


Repeteco

Com algumas inevitáveis cochiladas, aguentei até o fim, na esperança de que alguma espetacular declaração surgisse em meio à mesmice. Que nada. O deserto de novidades se espalhou até o boa-noite do apresentador Celso Freitas. Sexta-feira tem mais. Agora na Globo. Não deveremos ver nada mais contundente além da Petrobras, Erenice, Paulo Preto...


Saldo de um rachão

No rachão de quarta-feira, na chácara do meu irmão, levei uma cotovelada na costela. O Paulão, que eu conheço desde os tempos do Jornal do Povo e do jornal Hoje Maringá, antes ainda de 2000, foi o autor da covarde agressão. Definição de rachão: bate-bola sem compromisso, sem árbitro, sem uniforme, no máximo colete; pelada, amistoso.

Tiozinho

Paulão não levou em consideração a idade do seu oponente. Nem sei se foi por querer. Quero acreditar que não. O que sei é que me dá vontade de esfregar o Estatuto do Idoso na cara dele. Isso não se faz com um tiozinho.

Dói até pra rir


Desde o fatídico lance venho sentindo dores no lado esquerdo do peito. Até definir a melhor forma de deitar é um suplício. Dói dar risada. Espirrar é um exercício que eu chamaria de sádico. Deu uma melhorada depois de tomar uns antiinflamatórios.

Revolta


Tinha jogo na quinta; na sexta tinha jogo e rachão. Dava pra escolher. Ontem, tinha outro joguinho. Não fui a nenhum deles. Nas minhas cinqüentenárias e sedentárias condições físicas não iria a todos, mas só o fato de saber que não poderia ir a nenhum, fiquei revoltado. Revoltado com o Paulão.

Na luta

O Corinthians está vivo no Brasileirão. Ronaldo, o gordo e lento, anima o resto do time. Contra o Palmeiras, o time parece ter retornado ao bom futebol. Amanhã, nova decisão. Contra o Flamengo, no Rio.

Gomorra

Li o livro Gomorra, do jornalista Roberto Saviano, e vi o filme. Saviano está jurado de morte pela máfia napolitana e por todas as máfias italianas do lixo. O autor desvenda o esquema para desaparecer com os lixos de toda a espécie da Itália, inclusive os tóxicos.

Crime

Belas paisagens podem estar com a terra contaminada. Napolitanos e de outras regiões da Itália morreram ou ficaram doentes ao consumirem produtos colhidos em lugares em que foram, criminosamente, depositados resíduos sólidos de toda a ordem.

Verdes campos

Quando vejo os campos da Toscana na novela Passione, da Globo, me lembro do livro Gomorra. Fico pensando: será que este verde é saudável? Quem ler Gomorra vai, infelizmente, olhar a Itália com outros olhos.

Explode a violência

Vi na Globonews, no último domingo, que os moradores de Nápoles fizeram um mega-protesto contra o descaso das autoridades em relação às condições do lixão, um dos maiores da Europa. O protesto foi ainda mais violento porque o governo pensa em instalar outro aterro sanitário em Nápoles.

A humanidade e o lixo

Um dos graves problemas da Europa é onde destinar o lixo. A Itália se tornou presa fácil em função da ação da máfia. O sul do país é o mais visado. Quer entender melhor: leia o livro de Roberto Salviano. O livro é bem melhor que o filme. Cinco anos atrás ele já cantava a bola sobre o problema.

Mundo descartável

Num mundo em que tudo é rapidamente descartável, já falta espaço para o lixo. E a situação se avizinha bem sombria. No Brasil, não vejo os presidenciáveis colocando essa questão nos debates. Entendem que isso não dá votos e assuntos mais importantes devem ser debatidos. Uma pena.


A parte de cada um

Na verdade, as políticas públicas para o lixo estão apenas no papel e não há controle, boa vontade, fiscalização, conscientização e conhecimento sobre o grave tema. Fala-se muito em meio ambiente, mas são discursos tão técnicos que a população pensa que não é com ela. É necessário mudar urgentemente o enfoque. A administração pública, em todos os níveis, tem que fazer a sua parte e trabalhar em sintonia. Mas o cidadão precisa se conscientizar, participar, saber da sua responsabilidade como sócio do planeta.


Alô
O alô de hoje vai para Paulão, o selvagem.

 

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